No ano passado nossa empresa foi indagada por um cliente sobre a possibilidade da reciclagem de varas de pesca, o assunto chamou a atenção, ficamos intrigados em saber qual era o destino dos equipamentos comercializados pela nossa empresa e que depois por muito uso ou por uma nova tecnologia não eram mais utilizados.

Perguntamos a alguns fornecedores o que fazer, e  a resposta foi unânime,  não sabemos.

Neste momento nos sentimos responsáveis por estar em uma das pontas dessa cadeia de consumo, comercializar esses materiais que não podem ser reciclados e que estão presentes em praticamente todas as atividades ao ar livre. Vamos pegar o exemplo de uma simples vara de pesca, que é composta por fibra de vidro, plásticos e alumínio, ela pode levar até 500 anos para se decompor segundo o web site da INICEF. Fonte www.lixo.com.br

Se considerarmos que esses resíduos começaram a ser produzidos nos últimos 100 anos e que a produção vem aumentando ano a ano, já existe uma quantidade considerável deste material na natureza.

Outro ponto importante é a questão econômica, os custos dos produtos não adotados levando em conta o gasto para reutilizar ou reciclar, sem falar que dependendo do material o custo de reciclar do produto pode ser maior que o custo de produzir uma peça nova. A legislação não está preparada para forçar os fabricantes a usar materiais recicláveis no processo de fabricação ou indicar um caminho correto para os produtos descartados. Veja o exemplo dos problemas do lixo eletrônico comom  pilhas e outros, os fabricantes não se responsabilizam.

Diante deste dilema, nossa empresa decidiu dar outro destino que não seja o lixo para os resíduos que comercializamos. A idéia é montar uma rede de trocas, onde os usuários vão poder postar os equipamentos de pesca, camping, mergulho e aventura que não lhes interessam mais e que possa ser útil para outra pessoa, exemplo temos aqui uma série de molinetes que não tem mais conserto, vamos colocar a disposição, os interessados podem retirar peças, usar como reposição, ou qualquer outra finalidade que não seja o lixo.

No caso das varas de pesca decidimos juntar os cacos literalmente, pegamos as varas usadas e quebradas e nos dias de menos movimento é feito um mutirão entre funcionários para pegar passadores e ponteiras e trocar as quebradas por passadores usados doados por clientes.

As varas que estão reabilitadas são doadas para jovens pescadores que não tem condições de comprar seu material, o único critério usado é que o pescador não pratique pesca predatória com redes, armas e armadilhas para poder ser um dos beneficiados, valendo também para outros seguimentos de atividades e produtos, como barracas, mochilas, kits de mergulho usados e que são encaminhados.

Mesmo sabendo que o fator renda é um dos maiores agravantes da pesca predatória a conscientização é caminho que temos que seguir, junte-se a nós nesse projeto.