Finalmemente a aventura começou de verdade, depois de praticamente passear pelos pontos turísticos nossa equipe chega na localidade do Capão, ponto de partida e chegada de muitos aventureiros que visitam o parque. O Capão é um lugar muito especial praticamente no centro de uma vale é palco de encontro de várias tribos de ripies a trilheiros, muitos lojistas de artesanato e comunidades alternativas.

Nosso objetivo principal era conhecar e famosa Cachoeira da Fumaça. Logo antes de chegar ao Capão e depois de passar pelo Riachinho já se pode avistar o começo da trilha no morro. Lá o serviço de guias é oferecido por uma associação já no inicio da trilha e você pode optar em pagar um guia ou dar uma contribuição, no nosso caso estavamos com mapa da topografia e da trilha do local, optamos por dar uma contribuição para a associação.

Apesar de ser uma trilha simples para quem está acostumado verificamos ao longo da caminhada algumas pessoas sem precaução alguma, como por exemplo andando descalço, sem água ou mesmo com poucas peças de roupas, sem falar que encontramos ao longo da trilhas dois grupos de pessoas completamente perdidos. Conforme comprovado pela nossa equipe o tempo é bastante instável podendo fechar e ventar muito o que pode encurtar o seu passeio ou até mesmo vir a ser um caso de hipotermia.

Sugerimos a contratação de um guia que além da segurança é muito interessante pela instrução e pelas histórias locais, principalmente dos acidentes que renderam várias lendas.

O começo da trilha é bem sinuoso e pesado, depois de atingir o patamar de 1000, 1100m começa a formar um plato, já se pode ter uma noção da estenção e magnitude deste lugar tão especial. As nascentes que formam os rios que vão dar origem a queda de 380m surgem de vários cumes que circundam o canion, uns com até 1400m de altura (nível do mar).

Após atravessar o rio chegamos ao ponto da queda, porém por segurança não chegamos muito perto, vários acidentes aconteceram neste local devido a mudanças rempentinas no volume de água e por pedras muito escorregadias. No ponto mais alto encontramos alguns grupos de turistas, uns bem corajosos, ficavam praticamente em pé abeira do precipício, porém esta prática é imprudente, pois os fortes ventos surgem do nada e dos mais variados sentidos, inclusive  neste dia presenciamos um fato inusitado da cachoeira no sentido contrário a água em vez de descer subuia pelas fortes rajadas de vento. No dia da nossa visita este fenômeno aconteceu com pouca intensidade, mas este vídeo abaixo você pode ver a força da natureza, as imagens impressionam.

Logo depois fomos presentiados com um belo arco-íris bem na nossa frente, praticamente podíamos toca-ló. Uma dica para repor as energias, é provar um saboroso pastel de Palmito de Jaca, isso mesmo, é um palmito extraido da jaca verde, maravilhoso, inclusive acabamos com o estoque do vendendor que fica bem no mirante principal.

Depois de passar uma tarde muito agradável admirando a vista de todos os lados de todas as maneiras, ainda fomos contemplados com um belo por do sol, dava vontade de dormir ali mesmo. Porém tinhamos que nos preparar para nossa maior aventura,  a travessia do Vale do Pati. Porém essa é outra longa história.

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