Depois de alguns dias aproveitando o São João na cidade de Lençóis nossa equipe recebe o convite da agência turística Volta ao Parque, de Lencóis, para visitar o sítio arquiológico da Serra das Paridas.

Localizada no município de Wagner (BA). O acesso é meio complicado, existem alguns trechos bem díficeis de declive e erozão, não recomendo proceguir com carro de passeio durante o período de chuvas, a possibilidade de atolar é grande, mas vale apena correr o risco.

Esse parque tem pouco tempo de exploração, sua descoberta se deu no início da década quando um grande incêndio limpou  a área próxima ao rochedos revelando uma série de pinturas rupestres com base mineral, até este ano não conseguiram datar com precisão esses painéis. Vários desenhos chamam a atenção por se paracerem como objetos e figuras mais conteporâneas, existe uma em especial que chama muito a atenção por parecer muito o famoso ET de Steven Spielberg, depois conversando com outros nativos ficamos sabendo que existem desenhos semelhantes ou com a mesma alusão em outros painéis rupestres espalhados pela região, e na verdade seriam relacionados a preguiça gigante que foi encontrada no Sertão recentemente.

Várias outras figuras nos deixaram intrigados, em uma tarde é possível visitar vários painéis dentro da fazenda, para quem aprecia antropologia é um passeio imperdível. Nossa mente vai longe, ainda mais porque este tipo de pintura com residos minerais ainda está sendo estudada, estudiosos dizem que podem chegar a ter 12000 anos.

Neste mesmo dia nossa equipe bem como o pessoal da fazenda teve um grande surpresa, em uma de nossas passagens pelo interior das cavernas encontramos um osso, à princípio pré-histórico, beira aproximadamente um palmo e era bem pasado, como se estivesse petrificado, esse evento mobilizou o pessoal da fazenda, pois até então nunca haviam encontrado algo desse tipo, foi extranho um osso alí na

Osso pré-histórico

nossa frente, isso que o parque tinha recebido a visita de uma equipe de arqueólogos de Salvador fazia pouco tempo.

Deixamos ele no local e comunicamos os responsáveis  pelo parque. Uma equipe de Salvador recolheu o osso para estudos, depois de 4 meses entramos em contato com o pessoal da UFBA que analisou o material, veja o resultado da pesquisa:

Prezado João Paulo,

Sobre o material ósseo encontrado nas Paridas, parece ser de um animal. A princípio pensamos que era um fêmur humano, mas comparações mostraram diferenças significativas.

Outra informação importante é que não podemos relacionar o osso ao abrigo das pinturas, sem fazer uma pesquisa mais sistemática, que inclui escavações.

O osso pode ter sido trazido por alguém (muitos anos atrás) e deixado no local ou ter sido trazido por outro animal e abandonado no local. Este material, isolado e fora de contexto, não traz muitas informações.

Esperamos, num futuro próximo, estar realizando pesquisas nas Paridas. Com certeza muitas indagações serão respondidas, mas no momento não temos condições de afirmar muita coisa. Qualquer outro questionamento, estarei a disposição.  

Abraços,   Alvandyr Bezerra

Ficamos aguardando notícias de novas descubertas na região, uma coisa podemos perceber, o local é realmente muito especial, tenho certeza que tem muita coisa escondida por lá, é um local que recomendamos ser visitado.

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